19 de dezembro de 2011

Buller – Buenos Aires / ARG

Em nossa mais recente viagem à Argentina, conhecemos o Buller, um dos pubs mais interessantes da capital portenha. Situado no charmoso bairro da Recoleta, o pub está situado em frente ao cemitério de mesmo nome (fiquem tranqüilos, o cemitério da Recoleta é muito bonito e inclusive é um dos pontos turísticos da cidade).


Como não podia deixar de ser, o grande motivo de escolhermos este bar é o fato de servirem cervejas especiais. No caso do Buller, a cerveja é artesanal e é produzida no próprio pub.


O consumidor pode escolher entre 6 estilos diferentes de cerveja, todos servidos como chopp. São eles: Light Lager, India Pale Ale e Dry Stout (500 mL - $27,00*) – Oktoberfest, Hefeweizen e Honey Beer (500 mL - $30,00*). O bar abre todos os dias a partir do meio-dia, mas tente chegar cedo, pois das 18 às 21 hrs cada chopp tem desconto de $9,00*!!!

Para quem está a fim de experimentar todos os tipos diferentes antes de mandar ver, o bar oferece o Sampler – conjunto com 6 copos de 100 mL contendo os tipos de chopp oferecidos pela casa.
* R$1,00 ≈ $2,50 – pesos


Por algum motivo não experimentamos nenhum prato e por isso não levaremos em conta o aspecto “Comida” na avaliação final. O atendimento foi ótimo e fomos muito bem tratado, coisa muito comum de acontecer na Argentina.


Apesar de as cervejas não terem sido servidas nos copos específicos de cada estilo, a temperatura era a ideal. Se você está em Buenos Aires vale a pena conhecer!!!


Nota final
3,9
Variedade de cervejas (peso 3)
4
Como estava sua cerveja? (peso 3)
3
Atendimento (peso 2)
5
Comida (peso 1)
-
Ambiente (peso 1)
4
* notas de 0 a 5

Buller Pub & Brewery Recoleta
Dirección: Presidente R. M. Ortiz 1827 (entre Guido y Av. Quintana)
Barrio: Recoleta
Ciudad: Buenos Aires
Provincia: Buenos Aires
Tel: (54) 11 4808-9061

Visite também:

Buller Pub Downtown
Dirección: Paraguay 428
Ciudad: Buenos Aires
Provincia: Buenos Aires
Tel: (54) 11 4313-0287

28 de julho de 2011

Antares – La Plata / ARG

A Harpia Cervejaria aproveitou o frio de julho para conhecer nosso vizinho mais “querido”. Isso mesmo, além de acompanhar a Copa América 2011, fomos conhecer um pouco mais sobre as cervejas artesanais argentinas.
Como todos sabem, tanto o Brasil quanto a Argentina decepcionaram no torneio de futebol, então nos sobrou a difícil tarefa de tomar cervejas especiais...
Ainda em La Plata visitamos o famoso pub da Cerveza Antares. Situado no centro da cidade, o lugar é bastante amplo e quase sempre está cheio!!! O ambiente é bem agradável e o local é todo decorado com quadros de cervejas artesanais. O enorme balcão de madeira e os tanques de cerveja atrás dele são os destaques da casa.
O local oferece 7 tipos de cervejas artesanais deliciosas e que valem a pena ser degustadas uma a uma...
Os estilos são: Kölsch, Scotch, Porter (500 mL - $18,00*), Honey Beer, Cream Stout, Barley Wine e Imperial Stout (500 mL - $20,00*).
* R$1,00  $2,50 em 26/07/2011, $ = pesos argentinos
Infelizmente chegamos tarde e a cozinha já havia encerrado suas atividades, por isso não levaremos em conta o aspecto “Comida” na nossa avaliação final. O destaque negativo da casa é o péssimo atendimento... Só conseguimos tomar nosso primeiro chopp mais de 30 minutos depois de chegar. A lentidão no serviço continuou durante toda a noite. Assim que o chopp chegava à mesa nós já pedíamos a próxima rodada... (tô falando sério! :o).

As cervejas foram servidas nos copos corretos para cada estilo, porém em alguns casos a temperatura não era a ideal. A Antares é parada obrigatória para quem vai a La Plata e quer experimentar cerveja artesanal de qualidade e, de quebra, curtir a noite platense.


Nota final
3
Variedade de cervejas (peso 3)
4
Como estava sua cerveja? (peso 3)
3
Atendimento (peso 2)
1
Comida (peso 1)
-
Ambiente (peso 1)
4
* notas de 0 a 5

Antares
Dirección: 56 Nro 818 entre 11 y 12
Barrio: La Plata
Ciudad: La Plata
Provincia: Buenos Aires
CP: 1900
Teléfono: (0221)423 0909

26 de julho de 2011

Chopp do Fritz - São José dos Campos

Desta vez a Harpia Cervejaria foi a São José dos Campos conhecer o bar da Fritz Cervejaria. O lugar oferece aos clientes, além de seus chopps exclusivos produzidos em Monte Verde/MG, alguns dos mais tradicionais pratos da culinária alemã.


A casa oferece 5 opções de chopp: 2 tipos de Pilsner, Dunkel, Kölsch (todos a R$ 4,90 – 300 mL) e Weiss (R$ 9,90 – 300 mL). Todos são deliciosos, especialmente o Weiss.


Outra atração do bar são iguarias típicas alemãs. Dentre tantas opções deliciosas, destaca-se a porção mista de vários aperitivos (o prato tem um nome alemão muito bonito, mas comprido demais para eu me lembrar...rsrsrs). Apesar de o prato custar aproximadamente R$ 100,00, as porções são muito generosas. Estávamos em 5 pessoas e sobrou...(e nós não somos daqueles que desistem fácil!!!) O “combo” vem com um enorme joelho de porco e fartas porções de kassler (bisteca suína ou carré de porco), chucrute (típico repolho  em conserva), vários tipos de salsichas e batatas cozidas. Se você está com a sua turma, decididamente vale a pena experimentar!!! 

O bar ainda oferece música ao vivo e rola MPB e Pop/Rock durante toda a noite. O ambiente é descontraído e agradável, mas nem todas as cervejas foram servidas nos copos corretos para cada estilo. A temperatura da bebida estava ideal.


Nota final
3,1
Variedade de cervejas (peso 3)
2
Como estava sua cerveja? (peso 3)
3
Atendimento (peso 2)
4
Comida (peso 1)
5
Ambiente (peso 1)
3
* notas de 0 a 5

Chopp do Fritz
Av. Cassiano Ricardo, nº 1.800 - Jardim Alvorada
Tel: +55 (12) 3931.9058
CEP 12.240-540
E-mail: sjc@choppdofritz.com.br

5 de julho de 2011

Clone Brews


Autores: Tess and Mark Szamatulski

Se você é um cervejeiro caseiro e não sabe como elaborar ou onde encontrar ótimas receitas, esse livro ajudará bastante. Clone Brews traz 200 receitas de cervejas de todo o mundo, incluindo algumas das marcas mais famosas, como Pilsner Urquell, Old Speckled Hen, Guinnmess Extra Stout, Murphy’s Irish Stout, Dogfish Head 60 Minute IPA, Paulaner Hefe-Weissbier, Schneider Weisse, Chimay Red, Duvel, La Fin Du Monde, Orval, La Trappe Quadrupel, dentre outras.

O livro é escrito em inglês, mas encare isso como uma boa oportunidade para ir treinando o idioma. A linguagem é bem simples e direta e as unidades de medida estão tanto no sistema inglês como no sistema internacional. Além disso, o número de títulos em livrarias americanas é muito superior ao que encontramos o Brasil e o preço dos livros, mesmo com o frete, é, no mínimo, muito vantajoso.

A obra mostra como preparar as receitas utilizando-se tanto o extrato de malte como pelo método all-grain. É bem verdade que alguns (ou muitos) dos ingredientes sugeridos pelo autor, especialmente leveduras, não são encontrados no Brasil, mas o livro conta com três apêndices muito bons: o primeiro aborda os principais estilos de cerveja e suas principais características, o segundo lista as diversas espécies de lúpulos e seus substitutos e o terceiro trata das características dos maltes mais regularmente utilizados pelas cervejarias. Na verdade, buscar alternativas aos ingredientes que não são encontrados por aqui pode ser um grande barato e “obriga” o cervejeiro a encontrar alternativas, utilizar sua criatividade e perceber, através da comparação, os diferentes resultados que cada ingrediente traz à cerveja.

Onde encontrar:
Data da pesquisa: 05/07/2011

7 de junho de 2011

O Livro da Cerveja

Organizador: Tim Hampson
Editora: Nova Terra

O Livro da Cerveja é uma das obras mais completas quando o assunto é avaliação de rótulos e cervejarias. São mais de 1.700 cervejas de aproximadamente 800 cervejarias diferentes espalhadas pelos cinco continentes, com ênfase para os principais países e regiões em variedade de marcas: EUA, Alemanha, Ilhas Britânicas, Bélgica e República Tcheca. O livro ainda inclui o mapa das cervejarias nessas regiões e algo muito legal pra quem gosta de viajar: na seção O caminho da cerveja, são apresentados roteiros de cervejarias artesanais de algumas cidades e regiões como: Oregon, Bamberg, Cotswolds, Bruxelas e Praga. A obra é extremamente bem ilustrada, com figuras de todas as cervejas, além de mapas, fotos e etc.. Também conta com informações básicas para quem deseja conhecer um pouco mais sobre as cervejarias, como endereços e websites.

Onde encontrar:
Data da pesquisa: 06/06/2011

6 de junho de 2011

Larousse da Cerveja


Autor: Ronaldo Morado
Editora: Larousse

O Larousse da Cerveja é um livro para se ter como consulta e oferece ao leitor um panorama bastante amplo do mundo cervejeiro, tocando em temas pouco explorados por livros escritos em português, como ambientes para consumo da bebida, características e propriedades dos estilos mais conhecidos, acessórios e serviços envolvidos e a cerveja na gastronomia. A obra também aborda outros temas como história, países produtores, matérias-primas, processos de fabricação, além de um capítulo dedicado à indústria cervejeira. Como todos os demais livros que abordam mais de um tema, este também não se aprofunda muito em nenhum deles. Como todo Larousse, é um livro muito bem ilustrado, o que torna a leitura intuitiva e agradável pela diversidade de imagens, gráficos e figuras.

Onde encontrar:
Data da pesquisa: 05/06/2011

5 de junho de 2011

Guia Ilustrado Zahar de Cerveja

Editado por: Michael Jackson
Editora: Zahar

Este foi o primeiro livro que compramos depois de decidir aprender um pouco mais sobre cerveja.  Possui uma linguagem bastante simples e convida o leitor a conhecer, através das inúmeras ilustrações, um pouco mais sobre a bebida mais popular do mundo. O autor percorre o mundo cervejeiro ensinando sobre história, matérias-primas, estilos de cerveja, como apreciar a bebida e principais nações e regiões produtoras, incluindo as principais marcas existentes. Cada uma delas é descrita com suas características, graduação alcoólica e copo adequado para sua apreciação. É um ótimo livro para quem está começando a aprender.

Michael Jackson é um dos maiores escritores sobre cerveja do mundo. Ele apresentou ao mundo as cervejas especiais belgas e ajudou a incentivar a revolução das microcervejarias norte-americanas. Jackson também publicou, entre outros livros, The Great Beer Guide e Whisky: the Definitive Guide. Ele já recebeu os prêmios Melhor Livro sobre Bebidas do Ano pelo James Beard Awards e André Simon e o troféu Glenfiddich.

Onde encontrar:

Data da pesquisa: 04/06/2011

    2 de junho de 2011

    História da Cerveja no Brasil

    Já contamos anteriormente como foi o começo da história da cerveja. Agora nesse post vamos falar um pouco de como essa bebida chegou ao Brasil.
    No Brasil a cerveja demorou a chegar, já que a Coroa Portuguesa temia que o consumo dessa bebida impactasse na venda do vinho, cujo único vendedor autorizado era a própria Coroa (eles não deixavam de explorar nada!!!). Ela chegou ao país em 1808, com a vinda da corte no mesmo ano. Conta-se que o rei adorava a bebida e não poderia ficar sem consumi-la. Deu-se então a abertura dos portos às nações amigas de Portugal e, desse forma, vieram as primeiras cervejas inglesas para o solo tupiniquim.
    No início do século XIX, a principal bebida alcoólica da colônia era a aguardente. Eram consumidos aqui também o licor francês e vinhos portugueses (povo abastado, não???). Além das bebidas, todos os demais produtos industrializados que existiam no país eram importados e, por esse motivo, a Coroa Portuguesa tomou medidas de incentivo à indústria nacional. Dom João autorizou a instalação de tecelagens, fábricas de vidro e pólvora, moinhos de trigo, fundições etc.
    Nessa época, a cerveja já era produzida no país, embora ainda de forma caseira, pelas famílias de imigrantes europeus. A população consumia a "Gengibirra", feita de farinha de milho, gengibre, casca de limão e água, ignorando claramente a Lei Alemã de Pureza da Cerveja, proclamada cerca de trezentos anos antes em um país de bárbaros
    Quando era possível, as Gengibirras eram envasadas nos vasilhames vazios de cervejas vindas da Inglaterra. Um fato curioso é que, durante a fermentação dessa bebida, a quantidade de gás carbônico produzida era tanta, que as rolhas voavam das garravas. Por esse motivo, amarravam barbantes, prendendo às rolhas aos gargalos, e esse é o motivo do nome "genérico" dado à cerveja brasileira nessa época: Cerveja Marca Barbante.
    Foi só após o meio do século XIX que as famílias de imigrantes começaram a empregar mão-de-obra (escravos e trabalhadores livres) na produção da cerveja no Brasil. Nessa época o Rio de Janeiro já tinha nível comparável com de cidades da Europa Central, formada por militares, profissionais liberais, empreendedores etc. Essa população buscava a bebida nos balcões das próprias cervejarias e as festas eram realizadas nas próprias fábricas.
    As cervejas inglesas dominaram o mercado nacional até perto do fim do século XIX. Nessa época as importações brasileiras cresceram, e cresceu também o apreço pela cerveja alemã, que vinha em garrafas encaixotadas, e com maior qualidade e durabilidade (graças a lei de 1516). Infelizmente a alegria alemã durou pouco, já que foram criados impostos para barrar as importações nos últimos anos do século, e o início do século XX foi marcado pela falta de cervejas importadas no mercado nacional. Surgem então as cervejarias nacionais, que será tema de um próximo post.
    Fontes:

    1 de junho de 2011

    A História da Levedura (Saccharomyces cerevisiae)

    A história da cerveja confunde-se, em muitos aspectos, à história da civilização. Os primeiros indícios da existência da bebida remetem a um período pouco posterior ao qual se acredita que o homem tenha deixado de ser nômade e se fixado na terra.

    A produção da bebida depende do desenvolvimento da agricultura e do cultivo de cereais. Durante aproximadamente 8 mil anos o hábito de produzir e beber cerveja se espalhou, popularizando-se por todo o mundo. Nos cantões chineses, passando pelo Egito, norte da Europa, mosteiros medievais até chegar ao Novo Mundo, a cerveja era consumida por todas as classes sociais, porém uma importante parte do processo cervejeiro não era compreendida e sua ocorrência era atribuída à mágica ou ao simplesmente ao divino: a Fermentação.



    Há milhares de anos atrás, sem a tecnologia necessária e conhecimentos dos processos de sanitização, era impossível compreender que as leveduras presentes no ambiente eram responsáveis pelo processo de conversão do açúcar presente no mosto em álcool e gás carbônico. Desta forma, os produtores de cerveja e vinho da antiguidade contavam com essas leveduras “selvagens” para produzir a bebida.

    Acredita-se que somente a partir do século XII, os cervejeiros começaram a reutilizar parte do mosto fermentado do lote de cerveja anterior para a fabricação do próximo lote iniciando, desta forma, o processo de domesticação das leveduras.


    A famosa Lei Alemã de Pureza da Cerveja de 1516, a Reinheitsgebot, determinava os únicos ingredientes que poderiam ser utilizados na produção da cerveja: água, cevada e lúpulo. A levedura não consta nessa lista porque à época sua existência ainda não era conhecida.

    Somente mais de 150 anos após a lei, em 1680, Anton van Leeuwenhock observou, através do microscópio, a presença do levedo (Saccharomyces cerevisiae). Curiosamente ele não se deu conta que se tratava de organismos vivos. Naquela época acreditava-se que a fermentação ocorria de forma espontânea e ocorria através do contato da bebida com o ar.


    Em 1789, Lavoisier descreveu a natureza química da fermentação como a conversão do açúcar em álcool e dióxido de carbono. Em meados do século XIX, Louis Pasteur descobriu que as leveduras eram organismos vivos. Quando este iniciou seu trabalho sobre fermentação, na década de 1860, a levedura era considerada parte da cerveja, mas não o agente causador do processo de fermentação.

    A teoria vigente ainda era a da “geração espontânea” desses organismos. Isso pode ser explicado, em parte, porque ainda não havia conhecimentos aprofundados sobre esterilização e se, durante uma experiência, cientistas acreditassem estar trabalhando em um meio esterilizado, mas esse mesmo meio ainda possuísse bactérias que se proliferassem, poder-se-ia concluir, erradamente, que tais microorganismos surgiram através da “geração espontânea”. Pasteur comprovou, através de sua experiência “pescoço de cisne”, que a fermentação não é espontânea e tampouco somente é necessário contato com o ar para que ela aconteça.


    A partir de então, muitas cervejarias passaram a investir no desenvolvimento de suas culturas de levedos. Em 1883, o laboratório de pesquisa da dinamarquesa Carlsberg, sob o comando de Emil Christian Hansen, isolou a primeira cepa de levedura lager, batizada de Saccharomyces carlsbergensis. Hansen desenvolveu algumas técnicas que ainda hoje são utilizadas em laboratórios por todo o mundo.

    Saccharomyces cerevisiae
    Classificação científica
    Domínio:
    Eukaryota
    Reino:
    Fungi
    Filo:
    Ascomycota
    Classe:
    Saccharomycetes
    Ordem:
    Saccharomycetales
    Família:
    Saccharomycetaceae
    Género:
    Saccharomyces
    Espécie:
    S. cerevisiae

    Fontes:
    • Livro: Yeast - The Practical Guide to Beer Fermentation
      • Chris White with Jamil Zainasheff
    • Wikipedia

    31 de maio de 2011

    Freising Bier - Itatiba

    Caímos na estrada pelo interior de São Paulo em busca de bares que ofereçam aos clientes cervejas de qualidade e, de preferência, artesanais. Resolvemos conhecer a pequena Itatiba, onde se encontra a Freising Bier. Conversamos com a mestre-cervejeira Gláucia Monte (isso mesmo, A mestre-cervejeira...bacana, né? Garotas no comando!!! - a Glaucia é formada pelo Centro de Ensino de Tecnologia de Cervejaria da Universidade Técnica de Munique - Technische Universität München) e ela, muito simpática, nos mostrou a cervejaria e nos contou um pouco mais sobre os processos de fabricação da bebida.


    O charme do bar está no fato de a cervejaria ficar logo ali, atrás do balcão. Além do mais, beber cerveja dentro de uma cervejaria é como tomar leite conversando com a vaca...rsrsrs. A casa oferece 5 opções de chopp fabricados ali mesmo: Pilsen (330 mL – R$ 3,90), Dunkel (330 mL – R$ 3,90), Stout (570 mL – R$ 5,80), Pale Ale (350 mL – R$ 4,30) e Weiss (460 mL – R$ 6,50). Os últimos 3 são deliciosos, embora o último não esteja sempre disponível. As cervejas são produzidas seguindo o preceito alemão de pureza de 1516, o Reinheitsgebot, e leva somente Água (Wasser), Lúpulo (Hopfen), Malte (Malz) e Levedura (Hefe).


    O bar ainda oferece aperitivos bem tradicionais da cozinha alemã que caem muito bem com as cervejas oferecidas, como a porção de joelho de porco ou o mix de salsichas. Aos sábados e domingos rola MPB e Rock/Pop ao vivo. O ambiente é descontraído e agradável e as cervejas foram servidas nos copos corretos e na temperatura ideal.


    Nota final3,7
    Variedade de cervejas (peso 3)3
    Como estava sua cerveja? (peso 3)4
    Atendimento (peso 2)4
    Comida (peso 1)4
    Ambiente (peso 1)4
    * notas de 0 a 5 

    Freising Bier
    R. Ângela Fatori Delforno, 270 - Itatiba/SP
    Telefone: (11) 4594-1253
    Nextel: (11) 7749-7011 / ID 96*74253
    www.freisingbier.com.br/

    Dona Mathilde Snooker Bar & Betting Point
    Av. Pompéia, 1415 – São Paulo/SP
    Telefone: (11) 3672 4204
    http://www.donamathilde.com.br

    30 de maio de 2011

    Grainne’s

    Se você está em Campinas, quer tomar algumas das melhores cervejas do mundo e, de quebra, ter a sensação de estar em um pub irlandês, então seu destino deve ser o Grainne’s. Localizado no Cambuí, o pub possui o tudo o que um típico pub irlandês precisa: decoração em madeira, pouca luz, música ao vivo e muita, muita cerveja...


    O pub possui vários ambientes, todos com características bem bacanas. Se você está com a sua tribo, pode sentar-se em um dos balcões de madeira. Se estiver a fim de azarar, fique em uma das mesas perto do palco e, se está a dois, escolha um dos vários cantinhos escuros do lugar. Agora, se o seu negócio é rua, também tem mesas na parte externa do bar.


    Durante a noite, tomamos: Pilsner Urquell (750 mL – R$ 20,00), La Trape Trippel (750 mL – R$ 58,00), Newcastle (570 mL – R$ 19,00), Old Speckled Hen (570 mL – R$ 19,00), Guinness (570 mL – R$ 19,00 e Weihenstephan (500 mL – R$ 16,00). A casa ainda oferece Czechvar (500 mL – R$ 18,00), 8.6 (500 mL – R$ 16,00), Deus (750 mL – R$ 250,00), Erdinger Pikantus / Weiss / Weiss Dunkel (500 mL – R$ 18,00), dentre outras.


    Quando pintar aquela fome, a dica é pedir um Yellow Submarine (Carne e Guinness cozidos e cobertos com Cheddar – R$ 22,00), um prato pesado, mas ainda assim delicioso. Outros pratos bastante pedidos são o Sicilia Boat (tiras de filet mignon rapidamente passadas na grelha e na manteiga temperada – R$ 27,00) e o Bubble Rump (croquetes de picanha – 10 unid. – R$18,00).


    A dica é chegar cedo, pois o bar costuma ficar cheio, especialmente nos finais de semana, mas não vá embora antes da banda começar a agitar a casa. Geralmente as bandas tocam Rock e não é raro encontrar covers de bandas como Guns N’Roses!!!


    Nota final4,4
    Variedade de cervejas (peso 3)5
    Como estava sua cerveja? (peso 3)4
    Atendimento (peso 2)4
    Comida (peso 1)4
    Ambiente (peso 1)5
    * notas de 0 a 5 
    Grainne’s Irish Pub
    Rua Padre Almeida, 170B – Cambuí, Campinas/SP
    Telefone: (19) 3368 4743
    contato@grainess.com.br
    http://www.grainnes.com.br

    19 de maio de 2011

    História da cerveja Pilsen

    A história da cerveja Pilsen começa em uma pequena cidade da Boêmia, hoje República Checa, chamada Plzeň (em alemão: Pilsen) que, como centenas de outras cidades, produzia cerveja desde o século XIV.

    No final da década de 1830, algum problema estava afetando a qualidade da cerveja da cidade, chegando ao ponto de, em 1838, mestres cervejeiros da região jogarem nas valas da cidade mais de 36 mil barris de cerveja.

    Josef Groll já era um renomado mestre cervejeiro quando foi contratado pela cidade para ajudá-la com sua cerveja. Ele já conhecia as novas técnicas de maltagem (malte pale) e fermentação a frio (a Pilsen é um tipo de Lager). Combinando esses ingredientes com uma excelente espécie de lúpulo local (Saaz) e com a água leve da região, o mestre cervejeiro produziu, em outubro de 1842, um novo tipo de cerveja: dourada, carbonatada e refrescante.

    urquelA cerveja foi batizada de Pilsner, ou Pilsen, e ainda é fabricada pela Pilsner Urquell, que significa “cerveja original de Pilsner”.

    Desde então, a cerveja Pilsen tem sido um grande sucesso e representa a maior parte da cerveja consumida em todo o mundo. O desenvolvimento de novas técnicas, como filtragem, pasteurização, refrigeração e controle do processo de fermentação permitiram que a cerveja pudesse ser consumida em regiões distantes das cervejarias.

    Fonte: Larousse da Cerveja – Ronaldo Morado

    18 de maio de 2011

    História da cerveja Lager

    A história do surgimento da cerveja Lager começa em meados do século XVI, quando algumas cervejarias alemãs perto de Munique são proibidas, pelo Duque Albrecht V da Baviera, de produzir cerveja durante o verão. Essa medida foi tomada porque, na época, não se conhecia de forma aprofundada os processos que resultavam na produção da bebida e as técnicas para conservação da mesma. Desta forma, com os dias mais quentes do verão, as altas temperaturas aceleravam a proliferação de bactérias e microrganismos que acabavam estragando a cerveja.

    No entanto, era permitido produzir a bebida durante o inverno (de 23 de setembro a 29 de abril) e guardá-la para ser consumida durante o verão. Para que a cerveja não sofresse com as altas temperaturas, era armazenada em adegas frias nos Alpes. Esta é a origem do termo Lager (que significa “armazenada, guardada, estocada”).

    lagerEsse procedimento gerou, provavelmente através de mutações ou de seleção natural, uma nova cepa de leveduras a partir das leveduras de fermentação de superfície, únicas conhecidas até então. Essa nova cepa, que se desenvolvia melhor em ambientes mais frios, tinha a característica de ter fermentação de fundo, por isso as lagers também são chamadas de cerveja de baixa fermentação.

    Não se sabia o porquê, mas percebeu-se que as cervejas armazenadas dessa forma eram mais claras e leves. Hoje se sabe que as leveduras, que são as responsáveis pela turbidez na cerveja, tendem a não flocular a temperaturas mais baixas, fazendo com que a bebida resultante apresente essas características.

    As mudanças no processo de maltagem também foram importantes para o desenvolvimento da cerveja Pilsen. As únicas cervejas claras produzidas eram feitas a partir de malte seco naturalmente e esse processo era bastante incomum. A maioria dos maltes era seca em fornalhas e apresentavam aspectos de queimado e defumado. Quando o coque passou a ser utilizado no processo de maltagem, em meados do século XVII, os maltes deixaram de possuir invariavelmente o aspecto de torrado.

    Outro grande avanço no processo de maltagem ocorreu no início do século XIX, com o desenvolvimento do processo de secagem indireta dos grãos. Esse novo método permitia total controle do processo, controlando melhor a cor e eliminando definitivamente aromas e sabores indesejados de defumado e de queimado.

    Fonte: Larousse da Cerveja – Ronaldo Morado

    14 de maio de 2011

    Como fazer uma BAZOOKA

    DSC04841Decidimos aposentar nosso fundo falso (comprado nA Turma e que funciona muito bem) por comodidade.
    Com a bazooka, não é necessário transferir o mosto + bagaço da panela de cozimento para outra de filtragem e lavagem. Assim, reduzimos uma panela e um pouco de trabalho.
    No nosso caso, apesar de morar em Campinas-SP, a parte mais difícil foi achar todas as peças em inox/latão e padrão de 3/4”. Visitamos váaarias lojas até encontrar tudo!!! A montagem da bazooka foi muito mais fácil.
    Peças, preços e onde comprar:
    => 1 T 3/4” de inox: R$ 14,50 - Vanguarda (tb tem loja em SP)
    DSC04803
    => 2 Espigões 3/4”x3/4” de latão: R$18,44 cada - Comercial Aleixo (se possível, compre em outra loja. mais detalhes abaixo, no “não cometa os mesmos erros”)
    DSC04802
    => 2 Abraçadeiras de inox: R$6,20 cada - Paraíso das Borrachas (em frente a Aleixo)
    DSC04801
    => 0,7m Capa/Malha de inox 3/4”: R$45/metro - Comang
    Procurar em lojas de mangueiras industriais. Caso não encontre, muitos cervejeiros adaptam a mangueira de aço ou cobre usada na instalação de gás de cozinha ou aquecedor a gás. É só cortar as pontas, retirar a mangueira interior e usar a malha externa (mais detalhes em Homini Lúpulo).
    Usamos 0,7m de malha para panela de diâmetro = 36 cm.
    capa
    * preços de maio/2011 **lojas em Campinas – SP

    13 de maio de 2011

    Lei Alemã de Pureza - Reinheitsgebot

    reinheitsgebot"Proclaramos, por meio desse decreto, pela Autoridade de nossa província, que no Ducado da Bavária, no país, e nas cidades e mercados, as seguintes regras se aplicam à venda de cerveja:

    De 29 de setembro a 23 de abril, o preço de uma Maβ (litro bavariano) ou um Kopf (recipiente para líquidos, em forma de tigela) não pode exceder um Munich Pfennig e, de 23 de abril a 29 de setembro, uma Maβ não pode ser vendido por mais de duas vezes esse valor e um Kopf não mais que três Hellers (um Heller é equivalente a meio Munich Pfennig).

    Se isto não for cumprido, a punição abaixo indicada será administrada.
    (...) queremos enfatizar que no futuro, em todas as cidades, nos mercados e no país, os únicos ingredientes que devem ser utilizados para a fabricação da cerveja são cevada, lúpulo e água.

    Qualquer um que negligenciar, desrespeitar ou transgredir estas determinações, será punido pelas autoridades da corte que confiscarão os barris de cerveja, sem falha.

    (...) o Ducado da Bavária terá o direito de fazer apreensões para o bem de todos os interessados."

    - Assinado pelo Duque Guilherme IV da Bavária em 23 de abril, 1516, em Ingolstadt.

    A Lei Alemã de Pureza da Cerveja (Reinheitsgebot) foi uma regulamentação aplicável aos produtores de cerveja da Bavária. No texto original, os únicos ingredientes que poderiam ser utilizados para a produção da cerveja eram água, cevada e lúpulo. O lúpulo foi adicionado à lei original devido à sua ação conservativa, impedindo que métodos inferiores de preservação fossem utilizados.

    A Reinheitsgebot foi introduzida, por três motivos principais: garantir a qualidade da cerveja que se bebia na Alemanha, garantir que esse produto não extrapolaria o preço determinado pelo governo e prevenir a competição de preços de trigo e centeio com as panificações.

    A restrição de grãos a apenas a cevada, serviu como medida para garantir a disponibilidade de quantidade suficiente de pães no país. Na verdade, a cerveja de trigo não foi extinta, mas a autorização para sua produção passou a ser concedida pelo Duque.

    10 de maio de 2011

    Botequim do Príncipe (RJ)

    O Botequim do Príncipe é mais do que um bar de engravatados no centro do Rio de Janeiro. O bar oferece várias opções de cervejas artesanais para quem quer curtir um happy hour depois do trabalho.

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    O destaque do bar fica por conta da degustação do mês: quando esta avaliação foi feita (abr/2011), a cerveja oferecida era a La Trappe Blond (750 mL – R$ 59,90). Também tomamos a Hoegaarden (330 mL – R$ 9,99), a especialíssima francesa Belzebuth (355 mL – R$ 18,90) e a tradicional Pilsner Urquell (500 ml – R$ 25,90).

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    O bar oferece, ainda, outros tipos de cerveja, como: IPA, Pilsen, Belgian Strong Ale, Stout, Irish Red Ale, Weiss, Dunkel, Abadia, Porter, dentre outros. Todas as cervejas e chopps que tomamos vieram nos copos corretos, muitos deles personalizados e na temperatura ideal.

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    Infelizmente a casa não oferece para acompanhar as cervejas a mesma variedade de pratos para harmonização. O máximo que nos foi oferecido foi lingüiça e pão com alho. A porção de mini-quibes é bem pedida pelos freqüentadores do local.


    Nota final 3,8
    Variedade de cervejas (peso 3) 5
    Como estava sua cerveja? (peso 3) 5
    Atendimento (peso 2) 3
    Comida (peso 1) 0
    Ambiente (peso 1) 2
    * notas de 0 a 5

    Botequim do Príncipe
    Av. Nilo Peçanha, 44 - Centro
    Telefone: (21) 2215 8896
    http://www.principedosgaletos.com.br/

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